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7 de Setembro: a cenografia de uma memória construída

Por: Eliana Rezende Bethnacourt

Todo 7 de Setembro me provoca um incômodo antigo, daqueles que durante muito tempo permanecem mais próximos de uma sensação do que de uma pergunta propriamente formulada. Sempre achei um pouco estranho — e, confesso, até um tanto tosco — que a principal cerimônia pública destinada a celebrar a Independência do Brasil tenha assumido a forma de um desfile cívico-militar. Tropas marchando, continências, veículos, uniformes, autoridades em palanques e uma população distribuída ao redor da cena compõem uma imagem que conhecemos tão bem que quase já não a interrogamos.

Foi justamente essa familiaridade que começou a me incomodar mais do que o desfile propriamente dito. Por que aprendemos a reconhecer com tanta facilidade nessa cenografia uma representação da Independência? Por que a presença das Forças Armadas no centro da celebração parece tão natural a ponto de dispensar explicações? A pergunta inicialmente dirigida ao desfile acabou conduzindo a outra, mais ampla e, para mim, muito mais interessante: como uma sociedade constrói as imagens pelas quais aprende a lembrar sua própria história?

Comemorações públicas não são simples ocasiões em que uma sociedade retira acontecimentos do passado e os apresenta novamente ao presente. Ao escolher datas, personagens, episódios, símbolos, cerimônias e lugares, elas também participam da produção dos sentidos atribuídos àquilo que será lembrado.

Toda narrativa sobre o passado supõe seleção e enquadramento. Isso não significa falsificação. Significa reconhecer que nenhum acontecimento chega ao presente carregando, intacto, um significado único e definitivo.

O problema se torna mais grave quando esquecemos que houve uma escolha.

A repetição possui enorme capacidade de transformar determinadas representações em evidências. Uma imagem reiterada durante décadas pode deixar de parecer uma entre outras maneiras possíveis de narrar um acontecimento e adquirir a força da própria tradição. Passamos então a recebê-la como se sempre tivesse existido daquela forma, quando sua existência possui história, agentes, circunstâncias e disputas.

A Independência brasileira oferece um caso particularmente expressivo desse processo. Cecília Helena de Salles Oliveira chamou atenção para a persistência, mesmo depois de décadas de renovação historiográfica, de determinadas “verdades” sobre a Independência que continuam circulando no ensino, nas comemorações, nos meios de comunicação e nas disputas políticas. Memória, política e escrita da História mantiveram, desde o século XIX, relações estreitas na elaboração das interpretações sobre 1822 (OLIVEIRA, 2022).

Essa construção começou muito cedo, praticamente ao mesmo tempo em que os acontecimentos ainda estavam sendo vividos. Em 1823, ao discursar diante da Assembleia Constituinte, D. Pedro I já organizava retrospectivamente uma cronologia da Independência na qual sua própria atuação adquiria posição central. O Fico, a expulsão das tropas portuguesas, as viagens a Minas Gerais e São Paulo, o 7 de Setembro às margens do Ipiranga e sua posterior coroação eram encadeados de maneira a conferir inteligibilidade ao processo e protagonismo ao imperador. Poucos anos depois, em 1825, D. Pedro encarregaria José da Silva Lisboa de reunir documentos considerados capazes de perpetuar a memória dos acontecimentos que haviam levado à fundação do Império (OLIVEIRA, 2022).

É difícil encontrar demonstração mais clara de que a memória de um acontecimento pode começar a ser organizada pelos próprios sujeitos que dele participam. Não se trata de concluir que os fatos narrados não aconteceram. O que interessa observar é a operação que os reúne, hierarquiza e transforma em uma sequência dotada de sentido.

Nem mesmo a centralidade do 7 de Setembro estava pronta em 1822. Hendrik Kraay mostrou que o episódio do Ipiranga foi reconhecido já em 1823 como o dia da Independência, contrariando interpretações segundo as quais essa associação teria levado muito tempo para se consolidar. Ainda assim, durante boa parte da década de 1820, o 12 de outubro — aniversário de D. Pedro I e data de sua aclamação — possuía maior importância como festividade nacional. Foi ao longo daqueles anos, em meio a mudanças políticas e disputas de significado, que o 7 de Setembro adquiriu progressivamente a posição que hoje nos parece quase inseparável da própria ideia de Independência (KRAAY, 2010).

O acontecimento histórico e a memória posteriormente organizada em torno dele, portanto, não são a mesma coisa.

A Independência foi um processo político complexo, atravessado por conflitos nas províncias, guerras, projetos distintos de organização do novo Estado, interesses econômicos e participações sociais muito mais amplas do que a cena do Ipiranga consegue representar. Mulheres, homens livres e libertos, negros, indígenas e escravizados participaram de maneiras diversas dos conflitos e transformações daquele período. A ruptura política com Portugal tampouco significou ruptura com estruturas profundas da sociedade colonial. O país que se declarou independente em 1822 continuaria escravista por mais de seis décadas.

Nada disso torna irrelevante o episódio do Ipiranga. Apenas modifica seu lugar. Um processo histórico extenso, contraditório e socialmente múltiplo foi sendo condensado numa cena extraordinariamente eficiente: um príncipe, uma comitiva, cavalos, um riacho, uma espada e um grito.
A memória necessita de imagens capazes de circular.

A História, ao contrário, frequentemente precisa desfazê-las para recuperar os conflitos, as ambiguidades e os projetos derrotados que a imagem não consegue comportar.

Essa diferença ajuda a compreender por que as comemorações são tão importantes. Elas não apenas dizem o que aconteceu. Ensinam, por meio da repetição, como uma sociedade deve reconhecer visual e simbolicamente aquilo que aconteceu.

Mas seria igualmente equivocado imaginar que essa produção ocorreu sempre de cima para baixo, diante de uma população invariavelmente passiva. As próprias comemorações do Sete de Setembro foram historicamente mais variadas do que a cerimônia contemporânea permite imaginar.

Kraay mostrou que, no Rio de Janeiro do Segundo Reinado, as festas da Independência não permaneceram confinadas às solenidades organizadas pelo Estado. Sociedades populares promoviam celebrações com música, poesia, iluminações e fogos de artifício, ocupando as ruas e reunindo milhares de participantes.

Mais do que simples adesão a um ritual oficial, essas comemorações revelavam formas de apropriação dos símbolos nacionais por grupos que lhes atribuíam sentidos próprios, nem sempre coincidentes com aqueles pretendidos pelas elites. O controle popular desses símbolos chegou, inclusive, a provocar inquietação entre setores que desejavam celebrações mais disciplinadas (KRAAY, 2011).

Esse aspecto é particularmente importante porque impede que substituamos uma narrativa simplificadora por outra. Seria tão inadequado reduzir a Independência ao gesto de D. Pedro quanto imaginar uma população brasileira condenada historicamente à condição de espectadora.

A memória da Independência também foi produzida nas ruas, apropriada por diferentes grupos e celebrada em espaços que o Estado não controlava inteiramente.
A arquibancada não foi sempre o lugar reservado ao povo.

Essa constatação torna ainda mais interessante a célebre imagem recuperada por José Murilo de Carvalho ao analisar a Proclamação da República. Em 15 de novembro de 1889, Aristides Lobo registrou sua impressão de que a população assistira à movimentação militar sem compreender inteiramente o que acontecia, “julgando ver talvez uma parada militar” (CARVALHO, 1987).

A frase atravessou o tempo porque contém uma imagem poderosa, mas Os Bestializados é muito mais complexo do que uma tese sobre a apatia popular. José Murilo demonstra uma cidade repleta de sociabilidades, associações, conflitos, solidariedades e formas de participação que não cabiam necessariamente nos canais formais da política republicana. Aqueles homens e mulheres não estavam simplesmente alheios à vida coletiva. A República que se proclamava em seu nome é que se realizava, em grande medida, longe deles (CARVALHO, 1987).

A cena de 1889 produz, então, uma inquietante inversão. Uma mudança decisiva na organização política do país podia ocorrer diante de uma população que, segundo a percepção de um contemporâneo, talvez acreditasse estar assistindo a uma parada militar. O acontecimento político e sua compreensão social não ocupavam necessariamente o mesmo espaço.

Pouco depois, a própria República precisaria construir as imagens pelas quais desejava ser reconhecida. Em A Formação das Almas, José Murilo de Carvalho mostrou como símbolos, heróis, bandeiras, hinos e representações visuais participaram da tentativa de conferir legitimidade e identidade ao novo regime.

Tiradentes é provavelmente o exemplo mais conhecido. Sua transformação em herói republicano não significou inventar uma personagem inexistente, mas selecionar aspectos de uma trajetória histórica, reinterpretá-los e investi-los de significados adequados às necessidades simbólicas de outro tempo (CARVALHO, 1990).

É assim que os mortos continuam tendo suas biografias disputadas pelos vivos.

Uma sociedade política precisa imaginar a si mesma, construir vínculos entre pessoas que jamais se conhecerão e produzir referências capazes de lhes oferecer alguma experiência de pertencimento comum. Benedict Anderson demonstrou a importância desse processo ao formular a ideia das nações como comunidades imaginadas: não comunidades fictícias, mas coletividades cuja existência depende também das formas pelas quais seus integrantes aprendem a concebê-las como um “nós” (ANDERSON, 2008).

Nesse processo, símbolos e cerimônias possuem enorme eficácia. Eles condensam narrativas extensas em imagens facilmente reconhecíveis. Uma bandeira, um hino, um monumento, um herói ou uma cerimônia cívica tornam perceptível aquilo que, de outra maneira, permaneceria abstrato: a própria ideia de nação.

É nesse ponto que retorno ao desfile de 7 de Setembro.

Observado como cenografia, ele revela uma disposição espacial bastante precisa. Instituições armadas do Estado atravessam a avenida representando a pátria. Autoridades ocupam lugares destacados. Uniformes, marchas, continências, bandas, veículos e equipamentos militares conferem materialidade à cerimônia. A população acompanha o percurso das laterais ou das arquibancadas. Mesmo sem uma palavra de explicação, essa organização distribui papéis e produz uma determinada imagem da nação.

Não é preciso imaginar uma intenção oculta para reconhecer sua força. Cerimônias ensinam pela repetição. Uma criança que, ano após ano, encontra a Independência representada pela associação entre bandeira, hino, autoridades, tropas e equipamentos militares aprende visualmente uma gramática da pátria. As relações entre esses elementos tornam-se familiares antes mesmo que sejam objeto de reflexão.

Seria historicamente incorreto atribuir essa configuração exclusivamente à ditadura instaurada em 1964. As relações entre festas cívicas, Estado, Forças Armadas e celebração da pátria são anteriores ao regime militar e possuem uma trajetória mais longa. Justamente por isso, interessa perceber como diferentes regimes políticos se apropriaram de repertórios já existentes, modificando sua intensidade, sua escala e seus significados.

A ditadura soube explorar extraordinariamente esse repertório. As comemorações do Sesquicentenário da Independência, em 1972, durante o governo Médici, constituíram um dos exemplos mais expressivos da utilização política do passado.

Desfiles, cerimônias, espetáculos, futebol, grandes obras e discursos sobre desenvolvimento articularam a evocação de um passado glorioso à celebração do chamado “milagre econômico” e à promessa de um futuro grandioso.
O regime procurava apresentar sua própria existência como continuidade de uma trajetória nacional marcada pela grandeza, pelo progresso e pela unidade (CORDEIRO, 2015).

A pesquisa de Janaína Martins Cordeiro, entretanto, introduz uma complexidade indispensável. A sociedade não pode ser compreendida apenas como destinatária passiva de uma propaganda produzida pelo regime.
As comemorações encontraram adesões, entusiasmos, apropriações e também diferentes graus de afastamento e resistência. Compreender os usos políticos da memória exige reconhecer essas zonas menos confortáveis, nas quais coerção, consentimento, identificação e experiência social podem coexistir (CORDEIRO, 2015).

Essa ressalva importa porque a memória pública raramente funciona por imposição absoluta. Símbolos permanecem quando conseguem ser apropriados, repetidos e reconhecidos por grupos sociais, ainda que seus significados possam mudar.

O fim de um regime político tampouco elimina automaticamente os repertórios simbólicos que ele utilizou. A redemocratização brasileira desmontou a ordem jurídico-política da ditadura, mas isso não significou submeter à mesma revisão todas as formas pelas quais o país havia aprendido a representar civicamente a si próprio.

É nesse ponto que a presença central das Forças Armadas na celebração contemporânea da Independência merece ser examinada com particular cuidado. Não porque sua história possa ser reduzida à ditadura ou porque instituições militares não pertençam à história nacional.
A trajetória brasileira inclui guerras de Independência, a Guerra do Paraguai, conflitos de fronteira e outras experiências nas quais as Forças Armadas desempenharam papéis próprios de instituições de defesa.

Mas essa não é toda a sua história.

A República brasileira nasceu de um movimento militar, e as relações entre militares e política atravessaram reiteradamente nossa experiência republicana. Em diferentes momentos, setores das Forças Armadas reivindicaram ou exerceram funções que ultrapassavam a defesa externa, apresentando-se como árbitros, tutores ou intérpretes dos destinos nacionais.

O golpe de 1964 e os 21 anos de ditadura constituem a manifestação mais longa e traumática dessa trajetória: cassação de direitos políticos, censura, perseguições, prisões arbitrárias, tortura, mortes e desaparecimentos também pertencem à história institucional do país.

Quando uma instituição ocupa posição privilegiada na representação ritual da nacionalidade, portanto, a questão histórica não consiste em decidir se ela deve ser celebrada ou condenada em bloco. Interessa compreender qual parte de sua trajetória é convocada pela cerimônia e qual permanece fora do campo visual.

Toda cenografia depende disso.

Aquilo que aparece em primeiro plano ganha legibilidade. Outros elementos permanecem ao fundo ou sequer entram em cena. O mesmo ocorre com a memória. Ela não precisa falsificar acontecimentos para produzir esquecimentos; basta estabelecer hierarquias suficientemente duradouras entre aquilo que será reiteradamente mostrado e aquilo que raramente encontrará ocasião para ser lembrado.

Por isso, o maior risco de uma memória transformada em celebração acrítica pode estar menos naquilo que ela escolhe recordar do que naquilo que sua forma de recordar permite esquecer.

Essa constatação também exige cuidado para que a crítica não reproduza o mecanismo que pretende denunciar. Não resolveríamos o problema simplesmente retirando determinados personagens do centro da narrativa para colocar outros no mesmo pedestal.
Mulheres, negros, indígenas, trabalhadores, populações pobres e grupos historicamente sub-representados não precisam ser convocados para compor uma nova imagem harmoniosa da nação, igualmente desprovida de conflitos. Isso apenas substituiria uma cenografia por outra.

Uma memória compatível com a experiência democrática precisa admitir divergências, disputas, projetos derrotados, desigualdades e contradições. A democracia não produz unanimidade como condição de sua existência: ao contrário, organiza institucionalmente a possibilidade do dissenso.

Nesse sentido, existe uma tensão particularmente interessante entre a estética do desfile militar — fundada em hierarquia, uniformidade, sincronização, comando e movimentos executados em conjunto — e a experiência social de uma democracia, necessariamente plural, desigual, ruidosa e atravessada por interesses distintos.

Isso não significa que a solução seja simplesmente substituir tanques por escolas, soldados por cientistas ou tropas por manifestações culturais e conservar intacta a estrutura do espetáculo. Uma parada composta por grupos considerados mais representativos da diversidade brasileira ainda poderia produzir uma imagem excessivamente conciliadora de uma sociedade marcada por profundas diferenças.

A questão é anterior: que ideia de independência desejamos tornar visível no presente?

Passados mais de duzentos anos de 1822, independência já não pode significar apenas separação política de Portugal. Ela remete à soberania econômica, científica e tecnológica; à capacidade de produzir conhecimento; à educação e à cultura; à redução de desigualdades; ao exercício efetivo da cidadania; às relações que o Brasil estabelece com outros países; às dependências que superou e àquelas que continua produzindo.
Remete também à distância histórica entre a emancipação política de um Estado e a conquista de direitos por todos aqueles que o compõem.

Talvez seja justamente por isso que a velha cena do desfile me interesse hoje mais do que quando eu simplesmente a considerava tosca. Aprendi a observá-la como documento. Sua organização espacial, os símbolos escolhidos, os corpos que marcham, as autoridades que recebem continências, os espectadores que acompanham e as histórias que não aparecem são vestígios de sucessivas maneiras pelas quais o Brasil aprendeu a representar a si mesmo.

Vista dessa perspectiva, a cerimônia deixa de ser apenas uma comemoração anual. Torna-se uma espécie de superfície na qual diferentes tempos permanecem sobrepostos.
Nela estão a Independência transformada em data, o imperador convertido em protagonista, as festas populares que disputaram seus símbolos, a República que precisou formar suas almas, as apropriações cívicas realizadas por diferentes regimes e a longa presença militar na vida política brasileira.
Nenhuma dessas camadas explica sozinha o que vemos hoje. Juntas, porém, ajudam a compreender por que a cena nos parece tão familiar.

Em 1889, alguns brasileiros olharam para uma movimentação militar decisiva para o destino político do país e imaginaram estar assistindo a uma parada. Mais de um século depois, sabemos perfeitamente que estamos diante de uma parada.

O que a História nos permite perceber é que também estamos diante de uma representação: uma entre as muitas que poderiam ter sido construídas para dizer quem somos, como nos tornamos independentes e quem deve ocupar o centro da cena quando a nação decide celebrar a si mesma.

Talvez a arquibancada seja, afinal, um bom lugar para começar a pensar. Não porque dela possamos finalmente desmascarar uma história falsa, mas porque a distância entre quem desfila e quem observa torna visível algo que a familiaridade costuma esconder: toda memória pública organiza posições, distribui protagonismos e estabelece enquadramentos.

Olhar historicamente para essa cenografia significa recuperar as escolhas que o hábito transformou em tradição e devolver à Independência aquilo que nenhuma parada consegue conter por inteiro: sua condição de processo, conflito e experiência histórica ainda aberta à interpretação.

Referências

ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. Tradução de Denise Bottman. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

CORDEIRO, Janaína Martins. A ditadura em tempos de milagre: comemorações, orgulho e consentimento. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.

KRAAY, Hendrik. A invenção do Sete de Setembro, 1822-1831. Almanack Braziliense, São Paulo, n. 11, p. 52-61, maio 2010.

KRAAY, Hendrik. Alferes Gamboa e a Sociedade Comemorativa da Independência do Império, 1869-1889. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 31, n. 61, p. 15-40, 2011.

OLIVEIRA, Cecilia Helena de Salles. Memória, historiografia e política: a independência do Brasil, 200 anos depois. Estudos Avançados, São Paulo, v. 36, n. 105, p. 23-42, maio/ago. 2022.

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